Manual de Normas e Funções

 

Manual de normas e funções

 

 

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Capítulo I

ESTRUTURA DA ORGANIZAÇÃO

 

I - ORGANIZAÇÃO - PLANO DE DEUS

 

     “Deus é um Deus de ordem. Tudo que se acha em conexão com o Céu, está em perfeita ordem; a sujeição e  a perfeita disciplina assinalam os movimentos da hoste angélica. O êxito apenas pode acompanhar a ordem e a ação harmoniosa. Deus requer ordem e método em Sua obra hoje, não menos do que nos dias de Israel. Todos os que estão a trabalhar para Ele devem fazê-lo inteligentemente, não de maneira descuidada, casual. Ele quer que Sua obra seja feita com fé e exatidão, para que sobre ela ponha o sinal de Sua aprovação.” Patriarcas e Profetas, 392.

     “Método e ordem manifestam-se em todas as obras de Deus, em todo o Universo.”  Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, 26.

          Os fundamentos da estrutura organizatória entre o povo de Deus têm sido estabelecidos na Bíblia: “E tu dentre todo o povo procura homens capazes, tementes a Deus, homens  de verdade, que aborreçam a avareza, e põe-nos sobre eles por maiorais de mil, maiorais de cem,  maiorais de cinqüenta, e maiorais de dez;  para que julguem este povo em todo o tempo; e seja que todo o negócio grave tragam a ti, mas todo o negócio pequeno eles o julguem; assim também todo este povo em paz virá ao seu lugar.”  Êxodo 18.21-23.

     “E Ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores. Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo.” Efésios 4.11-13.

     “Porque assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma operação, assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros.” Romanos 12.4,5.    

 

II - PROPÓSITO E OBJETIVO DA ORGANIZAÇÃO

 

     “Aumentando o nosso número, tornou-se evidente que sem alguma forma de organização, haveria grande confusão, e a obra não seria levada avante com êxito. A organização era indispensável para prover a manutenção do ministério, para levar a obra a novos campos, para proteger dos membros indignos tanto as igrejas como os ministros, para a conservação das propriedades da igreja, para publicação da verdade pela imprensa e para muitos outros fins...

     “Temos de conservar por igual as nossas fileiras, para que não haja quebra no sistema de método e ordem. Dessa maneira não se dará  permissão para que elementos desordenados dominem a obra neste tempo. Vivemos num tempo em que são indispensáveis a ordem, o sistema e a unidade de ação...”Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, 26, 228.

 

1.  A organização é imprescindível

 

     “Ninguém acaricie o pensamento de que podemos dispensar a organização. A ereção desta estrutura custou-nos muito estudo e orações em que rogávamos sabedoria, e as quais sabemos que Deus ouviu. Foi a mesma edificada por Sua direção, por meio de muito sacrifício e contrariedades. Nenhum de nossos irmãos esteja tão iludido que tente derribá-la, pois acarretaria assim um estado de coisas que nem é possível imaginar-se. Em nome do Senhor declaro-vos que ela há de ser firmemente estabelecida, robustecida e consolidada.” Testemunhos para  Ministros e Obreiros Evangélicos, 28.

 

III     -   NÍVEIS DA ORGANIZAÇÃO

 

     “E disse o Senhor a Moisés: ajunta-me setenta homens dos anciãos de Israel, de quem sabes que são anciãos do povo, e seus oficiais; e os trarás perante a tenda da congregação, e ali se porão contigo. Então Eu descerei e ali falarei contigo, e tirarei do espírito que está sobre ti, e o porei sobre eles, e contigo levarão o cargo do povo, para que tu só o não leves.”  Números 11.16,17.

     De acordo com o conselho de Jetro (Êxodo 18.21,22) de estabelecer chefes de dez, de cinqüenta, de cem e de mil,  e logo Moisés com os setenta anciãos, cremos que é conveniente para a Igreja de Deus de nossos dias, ter uma estrutura semelhante:

     -    Igreja (chefes de 10)

     -    Associação ou Campo Missionário         (chefes de 50)

     -    União      (chefes de 100)

     -    Representação Regional             (chefes de1000)           

     -    Conferência Geral           (Moisés e os Setenta anciãos).            

 

 Capítulo II

A IGREJA

 

     A palavra Igreja, em seu significado espiritual, faz referência ao conjunto de crentes em Cristo que professam e vivem a mesma fé e estão unidos em um corpo. Ela inclui todos os crentes ao redor do mundo e por isto se chama a Igreja Mundial. Além disto, o termo igreja se refere a uma congregação individual, ou seja, a uma igreja local.

     Na estrutura mundial da organização, a igreja local é a célula menor. Esta se forma quando a quantidade de crentes é suficiente para proporcionar o número necessário de pessoas que hão de servir nos diferentes cargos, com direito de representação perante as esferas imediatas superiores da Organização Mundial. 

 

I - FILIAÇÃO À IGREJA

 

     À luz do Calvário, a filiação com a Igreja de Deus é o mais alto privilégio outorgado ao homem. A aceitação na Igreja deve ser precedida pelo batismo, e este por uma  instrução cabal em todos os pontos da verdade (Mateus 28.20) e um exame do candidato.

 

1)  Requisitos para admissão na Igreja

 

     Uma pessoa pode chegar a ser membro da Igreja de Deus ao cumprir os seguintes requisitos:

     a)  Aceitar a Jesus como seu Salvador e  segui-Lo.

     b)  Renunciar a vida pecaminosa, como resultado da obra do Espírito Santo.

     c)  Praticar as normas da verdade bíblica contidas nos Princípios de Fé e  cumprir as exigências deste Manual de Normas e Funções da Associação Brasileira da Igreja Adventista do Sétimo Dia Movimento de Reforma.

     d)  Manter identidade sexual definida e de acordo com os princípios bíblicos da criação divina.  Gênesis 1.27; Romanos 1.26-28

     e)  Ser batizado por imersão ou recebido por um pastor  ou ancião consagrado dessa Denominação.

 

     1°) Confissão de Fé

 

     Chama-se à frente os candidatos ao batismo, diante da Igreja reunida, tendo-se reservado para eles assentos livres; e depois de uma breve exposição do ministro ou ancião, pede-lhes que se coloquem de pé diante de Deus, para fazer a sua confissão de fé respondendo as perguntas com um claro “sim” ou “não”. 

 

     2°) Procedimento do ato batismal

 

          O batismo é uma cerimônia santa, a qual deve ser bem preparada e realizada de forma solene.

     Como igreja cremos que o céu toma parte neste sagrado ato. O ministro ou ancião que batiza, deve dispor de um manto (traje preto) e os candidatos ao batismo, sendo possível, levarão também trajes especiais para essa sagrada cerimônia. O tecido de tais mantos será de um material que não seja transparente ao se molhar. Esses devem chegar até os pés e ter na barra algo pesado para evitar que o manto suba ao entrar na água. Deve-se exercer muito cuidado de se prover de suficientes mantos batismais de distintos tamanhos que se adaptem ao corpo dos candidatos ao batismo.

          Em harmonia com as Santas Escrituras, cremos no batismo por imersão e realizamos somente esta forma de batismo.

     “Sempre que seja possível deve ministrar-se o batismo num tanque limpo ou em água corrente. Dê-se ao ato toda a importância e solenidade que ele comporta.” Evangelismo, 313.

     Os diáconos e diaconisas devem prestar sua colaboração durante os batismos. A santa cerimônia deve ser embelezada  pela participação de coros ou música especial.

 

     3°) Fórmula de batismo

 

     O candidato batismal deve ser instruído sobre como juntar as mãos e conter a respiração enquanto é submergido durante o batismo, para evitar tragar água.

     A tarefa do ministro ou ancião que batiza é tomar o candidato pela mão e conduzi-lo dentro da água. Quando tiverem alcançado a suficiente profundidade, deve lhe dar as últimas instruções de como se comportar, pegar as mãos juntas em sua mão esquerda e elevar sua mão direita sobre a cabeça do candidato pronunciando as palavras:

     “Meu querido irmão ______________________ (ou minha querida irmã __________________). De acordo com o mandado de Jesus Cristo e tua confissão de fé, batizo-te em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.”

     Após ter pronunciado estas palavras, o candidato é submerso e em seguida levantado da água. A expiração deve ser feita nesse momento pela boca, para evitar qualquer sensação de afogamento. Uma vez levantado da água, o ancião que batiza e os presentes  pronunciam um sonoro, “Amém”,  como aprovação.

     Membros que têm transgredido os princípios da verdade e caíram outra vez em sua vida anterior e a raiz disto foram excluídos, em caso de nova conversão, devem ser batizados novamente.

 

4°)    Fórmula da recepção na Igreja

 

     Depois que o batismo foi realizado, leva-se a cabo a  recepção na Igreja.

     Após uma introdução dirigida pelo ministro ou ancião, este pede à congregação que se coloque de pé e estende sua mão direita ao recém-batizado, pronunciando as seguintes palavras:

     “Meu querido irmão ________________ (minha querida irmã___________), estendo-te a mão direita da Associação Brasileira da Igreja Adventista do Sétimo Dia Movimento de Reforma, para te aceitar em sua comunhão  e dar-te as cordiais boas-vindas à Igreja de Deus”.

     O ministro que realiza a recepção depois das palavras formuladas pode acrescentar, segundo deseja, algumas palavras que considere adequadas. Depois, a cada novo membro dedica um texto bíblico que lhe sirva de inspiração na nova jornada de sua vida; este texto deve ser escolhido de tal modo que se adapte à sua situação e vida futura.

     No caso de que uma grande quantidade de pessoas deva ser recebida ao mesmo tempo, as palavras de recepção serão pronunciadas de forma clara e audível a toda a congregação e dois ou mais ministros podem estender sua mão direita e dizer:

     “Querido irmão________ (querida irmã_____________),  és cordialmente bem vindo(a) à Igreja de Deus!”, enquanto que o texto do batismo se entrega num cartão já preparado de antemão.

     A Associação deve dispor de um adequado certificado de batismo. Nesse se deve incluir o nome da pessoa, a data do batismo, a Igreja local,  a assinatura do ministro ou ancião que celebrou o batismo, a assinatura do secretário de igreja e o texto bíblico batismal ou de recepção. O certificado de batismo deve ser preenchido e apresentado ao novo membro.

 

II - PROCESSO DISCIPLINADOR

    

     Um dos principais deveres da Igreja de Deus consiste em vigiar pela sua pureza e boa reputação. É dever dos servos de Deus manter os olhos abertos e, quando for necessário intervir aplicando a ordem e a disciplina da Igreja.

 

1.  Órgão Disciplinador da Igreja

 

     O Órgão Disciplinador é a própria Comissão da Igreja, a qual dá início ao procedimento constante na apuração dos fatos, confrontação com o membro faltoso, diálogo e admoestação, procurando uma melhora da sua conduta. Caso os esforços nesse sentido falharem,  essa Comissão comunicará aos membros da Igreja, para a aplicação da correspondente medida punitiva.

 

2.  Causas de Disciplina Eclesiástica

 

     Quando os pecados dos membros de igreja se tornam evidentes, isto prejudica a boa reputação da Igreja de Deus ou a colocam sob uma luz errada; portanto, a Igreja do Senhor tem o dever de atuar segundo Mateus 18.15-17. Neste texto, Jesus Cristo, o Filho de Deus e Salvador do mundo demonstrou a Seus discípulos como tratar com pecadores errantes ou débeis.

     Se um irmão ou uma irmã percebe uma falta, então tem o dever de falar pessoalmente com aquele que faltou e tentar convencer-lhe de seu erro, com amor. Se ele confessa seu pecado, arrepende-se honesta e sinceramente do mesmo e o abandona, o assunto fica entre os dois. A vergonha tem sido eliminada, pois o sangue de Jesus Cristo limpa de todo pecado.

     Mas, se o pecador não aceita a admoestação e persevera em seu caminho errado, então aquele que o sabe tem o dever de tomar uma ou duas testemunhas para tentar novamente conduzir o errado ao caminho correto. Se este o reconhece e muda sua vida e suas atitudes, então permanece nesse círculo. Porém, se atua teimosamente, não reconhece sua falta e ela se converte num escândalo público para a Igreja, então essa deve atuar segundo o texto indicado em Mateus 18.17.

     “Sobre a igreja em sua qualidade de corpo organizado, porém, Ele coloca uma responsabilidade para com os membros individuais. A igreja tem o dever, para com os que caem em pecado, de advertir, instruir e, se possível, restaurar. ‘Que redarguas, repreendas, exortes’, diz o Senhor, ‘com toda a longanimidade e doutrina.’ II Tim. 4.2. Lidai fielmente com os que fazem mal. Adverti toda alma que se acha em perigo. Não deixeis que ninguém se engane a si mesmo. Chamai o pecado pelo seu verdadeiro nome. Declarai o que Deus disse com relação à mentira, à transgressão do sábado, ao roubo, à idolatria e a todos os outros males. ‘Os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.’ Gál. 5.21. Se eles persistirem no pecado, o juízo que haveis declarado segundo a Palavra de Deus é sobre eles proferido no Céu.”  O Desejado de Todas as Nações, 805, 806.

 

     A disciplina da Igreja contempla, comprovadas suas causas os seguintes procedimentos:

 

1°) Suspensão temporária

 

Os membros sofrerão suspensão temporária pelas seguintes causas:

·  Incredulidade em assuntos concernentes às doutrinas contidas nos Principios de Fé;

·  Pregação de doutrinas que não harmonizam com os princípios do Evangelho, segundo se apresentam nos Princípios de Fé;

·  Transgressão aberta dos princípios éticos contidos em Êxodo 20.2-17 (Os Dez Mandamentos da Lei de Deus proclamados no Sinai), tais como: confecção, posse, venda e adoração de imagens ou relíquias, homicídio, tentativa de suicídio, adultério, fornicação, prostituição, homossexualismo, imoralidade, roubo, furto, engano, profanação do sábado, desonra, falta de cuidado e abandono dos pais,  maldições, blasfêmias, mentiras, maldade e cada ação pela qual o nome de Deus seja desonrado e traga opróbrio sobre a Igreja.

·  Visita ao cinema, teatro e a todo lugar onde se promovam programações que desonram o nome do Senhor.

·  Uso impróprio da televisão, internet, mídia, novelas e todos os sistemas de comunicação cujos programas afetam a vida espiritual, moral e o relacionamento com Deus.

·  Participação consciente e habitual em danças, jogos e apostas;

·    Participação nas modas mundanas e que ofendem a moral

e a ética cristã, como descritas nos Princípios de Fé. O comprimento das vestes femininas não deve ser inferior a metade da panturrilha da perna. Rejeitamos o uso de enfeites e jóias, vestidos decotados e transparentes que propendem a nudez; calças masculinas que ofendem e alteram a imagem e identidade cristã.

·  Pinturas de cabelos, unhas e maquilagens.

·    Cortes de cabelo e arranjos escandalosos do mesmo. “Ou

não vos ensina a mesma natureza que é desonra para o varão ter cabelo crescido? Mas ter a mulher cabelo crescido lhe é honroso, porque o cabelo lhe foi dado em lugar de véu.”  I Coríntios 11.14,15.

·  Uso, produção ou venda de bebidas alcoólicas, drogas e estupefacientes, café, chá preto, chá mate, ou fumo;

·  Consumo de carnes e peixes de qualquer espécie, bem como seus derivados e aves;

·  Ação opositora contra a ordem e Organização da Igreja de Deus;

·  Infidelidade na devolução do dízimo;

· Participação ativa em atos políticos e a preferência de voto.

·  Namoro e matrimônio com incrédulos ou com pessoas não membros da Igreja.

·  Filiação ou participação em sociedades secretas;

·    Desrespeito às autoridades estabelecidas;

·    Participação em greves, levantes  e atos de insubordina-

    ção a ordem pública;

·    Persistência no não cumprimento das dívidas, compromis-

    sos comerciais e promessas.

 

    De acordo com a decisão tomada pela Assembléia da Igreja, dependendo do caso e da necessidade, fixa-se um período de prova (suspensão temporária). A disciplina consiste em retirar desse membro em particular os seguintes privilégios durante um certo tempo:

·       Não pode ter nenhum cargo na igreja tal como professor ou diretor da Escola Sabatina ou diretor de alguma reunião ou pregação.

·       Não pode participar de atos oficiais da Igreja.

·       Não pode ser escolhido como delegado.

·       Não pode tomar parte na votação dos assuntos de igreja nem ser votado.

·       Deve se abster de participar da Ceia do Senhor durante esse tempo.

     A alma que errou deve utilizar esse tempo para mostrar à Igreja que abandonou o pecado e está disposta, com a ajuda de Deus, a levar uma nova vida segundo a Lei e o Testemunho. O membro em questão tem o direito de assistir a todos os cultos e contar com o trato amoroso dos irmãos.

     Por estas almas não somente se deveria orar, de modo que obtenham a vitória, senão que também se deve oferecer a elas a oportunidade de orar e pedir que a presença de Deus seja com elas. É muito importante tratá-las amavelmente e seguir o exemplo de Jesus, Quem tratou as almas errantes com muita misericórdia , amor e compreensão.

     Nenhum ministro ou igreja pode chegar a proibir ou negar a tais membros o perdão, que somente é possível pelo sangue de Jesus. Todas as almas sob a disciplina de Cristo, independentemente de que se encontrem num período de prova (suspensão temporária) ou tenham sido excluídas, devem ser tratadas com amabilidade, consideração e respeito.

     É dever da direção da Igreja, e dela própria, fazer todo o possível , durante o tempo de prova, para ganhar novamente esta alma para Cristo e para Seu eterno reino. Tiago dá à Igreja o seguinte conselho: “Irmãos, se algum de entre vós se tem desviado da verdade, e alguém o converter, saiba que aquele que fizer converter do erro do seu caminho um pecador salvará da morte uma alma, e cobrirá uma multidão de pecados.”  Tiago 5.19,20.

     Se for comprovado que um membro que se encontra sob prova se arrependeu seriamente do pecado, tem melhorado e se tem convertido, então, após este tempo deve ser restaurado mediante o voto da Igreja para que tenha todos os direitos e privilégios anteriores.

    

2°) Exclusão

 

¨     Justa causa para exclusão:

 

O objetivo da suspensão temporária é a melhora na vida espiritual e ética do membro da Igreja. Se após o aconselhamento e assistência ao membro em questão, durante o período de prova, não for observado nenhuma mudança ou melhora, os motivos de suspensão temporária se convertem em justa causa de exclusão. Cada ministro e cada membro de igreja deve ser consciente que nunca se deve votar apressadamente pela exclusão, senão fazer todo esforço possível para salvar a pessoa.

     Outras causas de exclusão da Igreja são:

·       Atos consumados, tais como novas núpcias quando o outro cônjuge ainda vive ou casamento com alguém que não é membro da Igreja. 2 Coríntios 6.14.  Neste caso a Igreja tem o dever de comunicar à pessoa em falta que, ela mesma, por suas ações e apesar das advertências, se tem colocado fora da Igreja.

·       Processo de gestação  induzida através da implantação do sêmen no útero, fora da legítima esfera do casamento (barriga de aluguel).

·       Clonagem humana e a fertilização in vitro, porque fere os claros princípios éticos da dignidade do ser  e põe em risco a proteção da vida humana. (Isaías 1.16; Gên. 9.6; Salmos 139.13-16).

·   Aborto.  Deus é a fonte e o doador da vida. Consideramos a vida humana como valiosa, a qual temos a responsabilidade de proteger (Êxodo 20.13; Apocalipse 21.8).

·       Mudança de sexo.

·       Rebelião contra a Direção da Igreja e promoção de partidos e espírito de separação.

     Somente a Igreja Local tem o direito de excluir um membro em uma Assembléia Geral  convocada para este fim, com a presença de um ministro ou ancião consagrado  e aprovação da maioria absoluta.

     Deve-se notificar a pessoa que está sendo considerada para colocá-la num período de prova ou de exclusão e deve ser convidada para assistir a uma reunião na qual seu caso seja considerado. João 7.51; Provérbios 18.13.

     Cada membro tem o direito de se defender.

     Irmãos de idade avançada ou aqueles que por causa de enfermidade não participam nas atividades da Igreja, ou os que acusam alterações de sua sanidade mental, não podem ser excluídos por estas razões.

     No caso de membros que expressam seu desejo de não pertencer mais à igreja, sua renúncia não deve ser aceita imediatamente. A tais membros deve ser concedido o tempo suficiente para resolver seus problemas. Entretanto, deve-se procurar fazer todo o possível para lhes ajudar em suas dificuldades.

     Se pessoas que foram excluídas da Igreja dão evidência de uma mudança positiva e de uma conversão genuína, e expressam o desejo de retornar ao seu seio; após cuidadoso exame a Igreja orientada por um ministro ou ancião consagrado determinará se é necessário um novo batismo; ou se pelo estender da mão são reintegrados à comunhão da Igreja.

    

     Desaconselhamos o uso da aliança como  uma prova de fidelidade aos votos matrimoniais. “Nos países em que o costume for imperioso não temos o encargo de condenar os que usarem sua aliança; que o façam, caso possam fazê-lo em boa consciência...” Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, 181.

     Casais nos quais um cônjuge não se encontra na verdade e que apesar da explicação por parte de seu esposo ou esposa ou do pastor, insiste em que seu cônjuge continue levando um anel não se deve forçar que o retire.

     Desaconselhamos as bebidas cafeinadas e derivados de alcalóides.

 

 III -  DEPARTAMENTOS DA IGREJA E SEUS OFICIAIS

    

     Normalmente uma Igreja é composta dos seguintes departamentos:

·       Departamento da Escola Sabatina;

·       Departamento Diaconal;

·       Departamento de Obra Missionária;

·       Departamento de Jovens;

·       Departamento de Dorcas

·       Departamento de Saúde

     Geralmente os oficiais da Igreja são os seguintes:

·       Ancião ou diretor

·       Secretário de igreja

·       Tesoureiro

·       Comissão da Igreja

·       Diácono

·       Diretor de Escola Sabatina

·       Secretário de Escola Sabatina

·       Professor(es) de Escola Sabatina: adultos, jovens e crianças

·       Diretor de Obra Missionária

·       Secretário de Obra Missionária

·       Diretor de Jovens

·       Secretário de Jovens

·       Outros oficiais podem ser eleitos, de acordo com as necessidades e exigências do trabalho, tais como: diretor de música, diretor de educação, diretor de saúde, diretor de assistência social, e outros.

A duração do mandato de todos os oficiais de igreja será de um ano.

 

1.  ANCIÃO OU DIRETOR DE IGREJA

 

     O progresso e crescimento da Igreja dependem em grande parte de um bom dirigente e seus colaboradores. No trabalho e na organização da Igreja, o cargo de diretor é o mais importante.

Somente anciãos consagrados podem ministrar os ritos sagrados, por isto, quem foi eleito como diretor da Igreja, ainda não possui o direito de realizar batismos ou repartir a ceia do Senhor; porém se um dirigente se caracterizou por sua direção consciente, sentido de ordem, dons organizativos, espírito missionário e se desenvolveu como um bom diretor de igreja, então deveria ser proposto por esta, para sua consagração.

     O diretor de Igreja, não somente deveria ser capaz de dirigir os cultos divinos senão também de servir a congregação com a Palavra. Não obstante, não deveria ser escolhido simplesmente por ser um eloqüente orador, senão por sua vida piedosa e por possuir habilidade como dirigente.

 

1°) Deveres do Ancião de Igreja

 

·       Dirigir os cultos divinos e servir a congregação com a Palavra;

·       Fixar as datas para as reuniões de comissão e passá-las ao Secretário a fim de que as comunique aos outros integrantes; 

·       Supervisar e assessorar  os seguintes oficiais:

    -    Da Escola Sabatina;

     -    Do Departamento de Jovens;

     -    Do Departamento de Obra Missionária e os demais departamentos ou oficiais da Igreja. Oferece sua mão de ajuda a todos.

·       Realizar batismos e os ritos da Ceia do Senhor sob o consentimento do ministro que o supervisa ou do Presidente da Associação. No caso de que se tenha fixado a data para a celebração da Ceia do Senhor ou se tenham almas prontas para o batismo, o Ancião de Igreja deve informar ao Presidente da Associação sobre isto e esperar suas instruções;

·       Planificar, organizar, dirigir e supervisar todas as atividades dentro de sua Igreja;

·       Manter em seu trabalho uma estreita relação com o tesoureiro e o secretário, como também com os demais oficiais da igreja, preocupando-se ainda do bem-estar de cada um dos membros.

·       Revisar se os relatórios semestrais foram enviados pontualmente por parte do secretário à Associação, de modo que esta disponha da possibilidade de consolidar todos os relatórios das igrejas sob seu controle.

·       Supervisar o tesoureiro, para se assegurar de que os dízimos e ofertas estão sendo enviados pontualmente cada mês à Associação.

 

     Estes mesmos deveres cabem ao Diretor de Igreja, porém se  não for Ancião não poderá executar os ritos sagrados da Santa Ceia e do Batismo.

 

     2°) Limites e término do cargo de ancião de igreja

 

     O ancião é escolhido pela Igreja e sua obra se limita ao seu território. Pode servir em outras igrejas onde é  requerido, uma vez obtida a aprovação do presidente da Associação.

     À comissão da Associação não lhe é permitido conceder a um ancião de igreja uma autoridade que não lhe pertença  segundo a ordem divina. Quando uma igreja deseja ser atendida por um ancião consagrado de uma congregação vizinha, esse ancião deve ser escolhido pela igreja em questão. Não obstante, pode atender membros isolados sob a direção do presidente da Associação.

     A duração do mandato, tanto de ancião como dos demais oficiais de igreja, será de um ano. No  caso de que o Ancião não seja reeleito, a Igreja pode dar sua aprovação para que ele continue administrando os ritos sagrados, do contrário não poderá seguir realizando-os. Se este irmão é escolhido novamente, depois de um certo tempo, ou é escolhido como ancião  por outra igreja, então pode realizar os ritos como antes, pois sua consagração não é anulada pela eleição de outro ancião.

     O ancião de igreja não se constitui um delegado por virtude de seu cargo senão que pode também ser eleito em forma normal.

     O diretor, o ancião e todos os oficiais de igreja devem trabalhar de mãos dadas com os oficiais da Associação e apoiar os planos desta.

 

2.  SECRETÁRIO DE IGREJA

 

     Pela importância deste cargo considera-se o secretário como a mão direita do ancião de igreja.

 

     1°) Deveres do Secretário de Igreja

 

·       Informar aos oficiais da Igreja e aos demais membros da Comissão sobre as reuniões desta a fim de que possam apresentar por escrito os pontos que acharem convenientes ser incluídos na agenda;

·       Preparar e distribuir a agenda com suficiente tempo de antecipação das reuniões de maneira que os integrantes da Comissão possam estudar, considerar com atenção e orar a respeito dos assuntos a tratar;

·       Informar sobre todas as reuniões administrativas, realizando uma ata exata destas. Todas as atas das reuniões, incluindo as decisões tomadas, são anotadas no livro de atas da Igreja mencionando a data e lugar, bem como o número de assistentes.

·       Cuidar dos registros das propriedades da Igreja os quais devem figurar em  seus arquivos correspondentes.

·       Registrar quando ocorrer alguma reunião especial tal como a visita do Presidente da Associação ou da União ou outro evento extraordinário. Tais assuntos são informados pelo Secretário nas reuniões administrativas anuais ou semestrais. Em caso de que não se escolha um secretário de obra missionária, as funções deste passam a ser da responsabilidade do Secretário de igreja.

·       Enviar ou solicitar Cartas de Igreja para membros trasladados. O formulário de Carta de Igreja se divide em duas partes. Em caso de transferência de um membro a outra Igreja se preenche a primeira parte com a nota de comportamento do membro e sua posição em relação com a Igreja. Esta carta  deve ser assinada pelo Ancião ou Diretor e  Secretário e ser enviada à Igreja destinatária. O Secretário de igreja à qual foi transferido o membro informa ao Ancião quanto à chegada da carta. O Ancião comunica-o à Comissão e na próxima reunião se aceita formalmente o membro recém-chegado. Somente depois da recepção é colocado na lista da Igreja e pode ser eleito para receber um cargo que esteja de acordo com suas habilidades.

·       Após a recepção do membro na Igreja receptora, o secretário preenche a segunda parte da Carta de Igreja e a envia o mais rápido possível ao secretário da Igreja anterior. Somente quando esta carta tem sido apresentada ao Ancião de igreja se elimina o nome da lista de membros. A filiação de cada membro deve estar registrada na Igreja mais próxima de sua moradia. Se a Carta de igreja não for solicitada dentro de um prazo de seis meses, poderá ser enviada.

·       Manter correspondência com qualquer membro ausente, a fim de mantê-lo atualizado e recordar-lhe suas responsabilidades para com a Igreja.

·       Enviar pontualmente ao Secretário da Associação o relatório semestral da Igreja. Além disto deve enviar o relatório correspondente às eleições da Igreja realizadas durante a reunião anual de reorganização, a qual usualmente ocorre ao final do ano ou nos primeiros dias do novo ano. Também deve enviar uma lista completa de membros nos meses de janeiro e julho de cada ano.

     Os dados necessários para o relatório semestral da Igreja devem ser obtidos oportunamente por parte dos diferentes oficiais da Igreja (tesoureiro, diretor da Obra Missionária, diretor de Jovens, etc.). Quando a informação é subministrada por escrito ao Secretário de igreja, este deve anexar ao relatório que envia para o secretário da Associação uma cópia dos relatórios fornecidos pelos outros oficiais de Igreja.

     Todos os espaços em branco previstos nos formulários devem ser preenchidos corretamente. Especialmente importante é a parte relativa à membresia, na qual se registra o número de acréscimo e baixa de membros, a fim de que o número exato de membros de igreja seja especificado claramente. O relatório deve levar a assinatura do Ancião ou Diretor de Igreja e do Secretário.

·       Manter e atualizar os livros e registros da Igreja, no qual se incluem o livro de atas, correspondência, lista de membros, registro de membro de igreja, e as cópias de todos os relatórios enviados à Associação.

 

     Logo após se realizarem as eleições, todos os livros, registros e formulários devem ser transferidos ordenadamente ao novo Secretário, no caso do anterior não ser reeleito.

     Para a transferência, o Ancião de Igreja, o Secretário anterior e o Secretário entrante devem estar presentes. Nesta reunião, além de transferir todos os registros, o Secretário anterior dará completa informação e instrução sobre como deve ser levada a cabo a obra e apresentar os assuntos pendentes. Far-se-á uma ata da reunião contendo uma lista de todos os registros e livros que são transferidos a qual será assinada pelos três. Uma cópia desta ata deverá ser entregue ao Secretário anterior para seu uso pessoal.

 

3.  TESOUREIRO

 

     O cargo de Tesoureiro é sagrado e de responsabilidade. Ele ajuda na administração da propriedade de Deus.

 

     1°) Deveres do Tesoureiro de igreja

 

·       Levar fielmente os registros contábeis anotando todos os dízimos e ofertas, bem como as despesas. É responsável de todos os fundos da igreja, portanto para tal cargo deve-se escolher um membro  que seja honrado e capaz.

·       Separar dez por cento das ofertas pertencentes a Igreja Local, tais como: oferta de culto, obra missionária, pobres, crianças, Santa Ceia, construção de igreja, congresso e ofertas especiais e enviá-las à Associação, juntamente com todos os dízimos, primícias, ofertas da Escola Sabatina, obra missionária, pobres, gratidão, semana de oração, décimo terceiro sábado e quarenta por cento das ofertas da liga juvenil. Todo movimento de dinheiro deve estar respaldado pelo recibo respectivo.

Os dízimos e ofertas  confiados à administração do tesoureiro pertencem ao Senhor e ninguém tem direito de retê-los.

·       Estimular os membros a serem fiéis a Deus e recordar aos infiéis suas solenes promessas. A infidelidade na entrega dos dízimos muitas vezes está relacionada a outros problemas espirituais e portanto deve ser levada à atenção do Diretor da Igreja.

·       Ao Tesoureiro não lhe é permitido falar sobre os dízimos devolvidos pelos membros, suas entradas ou de qualquer assunto relacionado com isto, exceto com aquelas pessoas que compartem a responsabilidade com ele (pastor, ancião, diretor de igreja, tesoureiro e presidente da Associação ou União).

·       Manter os livros da tesouraria sempre em dia, em boa ordem e de uma forma correta, prontos para serem examinados em qualquer momento. Uma vez que os registros tenham sido datados devem ser guardados em lugar seguro.

·       Apresentar à Igreja um relatório em cada reunião administrativa semestral e anual. Tal relatório deve conter pelo menos a seguintes informações:

-        Saldo dos fundos locais ao início do período do

     relatório;

     -    Entradas em dízimos e ofertas;

     -    Dízimos, primícias e ofertas enviados à Associação;

     -    Despesas pagas com os fundos da igreja; e

-     Saldo ao final do período.

 

     Não é aconselhável mudar freqüentemente de tesoureiro. Não obstante, em caso de ocorrer novas eleições na Igreja e diante da existência de mais de uma pessoa qualificada para tal responsabilidade, escolhe-se um novo tesoureiro ou tesoureira. O ancião de igreja deve estar presente quando se fizer a transferência dos livros e do dinheiro. Depois do exame dos livros deve-se fazer uma anotação que diga:

     “Entregue corretamente” e

     “Recebido corretamente”.

     Tanto o tesoureiro anterior como o tesoureiro entrante, mediante sua assinatura, dão valor à anotação anterior e colocam a respectiva data.

 

     2°) Revisão de livros

 

     Todos os livros e relatórios que o Tesoureiro elabora e conserva podem ser inspecionados pelo Diretor da Igreja, pelo Ministro que supervisiona a Igreja, pelo Presidente e/ou o Tesoureiro da Associação, bem como também pelo Presidente e/ou o Tesoureiro da União e por qualquer dos oficiais da Conferência Geral.

 

4.         COMISSÃO DA IGREJA

 

            A Comissão da Igreja deve estar composta dos oficiais de igreja que levam as cargas e cuidam dela. O Diretor, o Secretário e o Tesoureiro pertencem automaticamente à Comissão em virtude de sua eleição. Este mesmo princípio aplica-se à Comissão da Associação. A Comissão deve estar composta por um número ímpar de membros, usualmente 5 ou 7.

            O Diretor de igreja convoca a Comissão quando for necessário e então deliberam entre si quanto ao bem-estar da igreja.

            Todas as resoluções tomadas nas reuniões da Comissão devem ser registradas na ata pelo Secretário,  e o Diretor deve preocupar-se de que se coloquem em prática.

            A Comissão da Igreja deve se reunir pelo menos cada seis meses para receber relatórios, traçar planos, fixar metas, e organizar a próxima reunião administrativa semestral da Igreja. O Diretor de igreja tem a responsabilidade de convocar tanto as reuniões de Comissão como as reuniões administrativas.

            Deve-se exercer grande cuidado para que as decisões tomadas pela Comissão sejam levadas a cabo pelas pessoas designadas. Qualquer dificuldade deve ser enfrentada e resolvida sem demora onde quer que se tenha apresentado. Todos os membros da Comissão têm o direito a voto.

            O Diretor de igreja é responsável por fixar as datas para as reuniões de comissão. O Secretário notifica, com suficiente antecipação, aos oficiais da Igreja e aos demais membros da Comissão, para que possam apresentar por escrito (acompanhando a documentação de apoio) os pontos que acharem convenientes ser incluídos na agenda. O Secretário prepara e distribui a agenda com suficiente tempo de antecipação das reuniões de maneira que os integrantes da Comissão possam estudar, considerar com atenção e orar a respeito dos assuntos a tratar. (O mesmo procedimento deve ser seguido pela  Associação.)

 

5.  DIÁCONO / DIACONISA

 

     Como indica a palavra grega, um diácono é um servo, o qual serve abnegadamente a seu Salvador ajudando seus filhos débeis, enfermos e pobres.

     Numa igreja grande deveriam ser escolhidos vários diáconos. O primeiro diácono deve ser um irmão e pode ser consagrado. Uma vez que tenha sido consagrado não necessita ser consagrado novamente no caso de ser eleito como diácono em outra igreja, mesmo devendo ser reeleito cada ano. Se não for reeleito, sua consagração permanece em suspenso até que seja eleito novamente ou até ser trasladado a outra igreja e escolhido ali.

 

     1°) Deveres do Diácono/Diaconisa

 

·       Ajudar nos batismos e na ceia do Senhor. Todos os preparativos, para um batismo ou para a Ceia do Senhor, devem ser realizados com suficiente antecipação; depois dos serviços, os mantos e os utensílios devem ser lavados e guardados cuidadosamente. Um diácono consagrado pode ajudar o ministro ou o ancião de Igreja na distribuição do pão e do vinho.

·       Manter a limpeza e a ordem do edifício da Igreja.

·       Cuidar dos pobres e enfermos;

·       Comprar os utensílios da Ceia do Senhor e os mantos batismais, se é que não se encontram já disponíveis.

·       Providenciar o pão e o vinho da Ceia do Senhor;

·        Manter um inventário dos utensílios da Igreja e zelar pelos mesmos.

 

 

 

6.  ESCOLA SABATINA E SEUS OFICIAIS

 

     Os oficiais da Escola Sabatina devem ser membros de igreja e como os demais oficiais, são escolhidos por um ano.

     Os oficiais da Escola Sabatina são:

-    Diretor

-     Vice-diretor

-     Secretário

-     Professores de adultos, jovens e crianças

 

     1°) Diretor da Escola Sabatina

 

          Seus principais deveres são:

·       Traçar planos sobre a maneira de realizar com mais êxito as Escolas Sabatinas. Os oficiais de Igreja e da Escola Sabatina deveriam se preocupar que esta seja instrutiva e um meio para a salvação de almas.

·       Organizar reunião de professores. Qualquer mal entendido ou assunto confuso deveria ser aclarado na reunião de professores. O diretor da Escola Sabatina como também os professores devem se esforçar por apresentá-la de modo interessante e, não obstante, evitando a abordagem de assuntos conflitantes;

·       Organizar a Escola Sabatina para Crianças.

 

2°) Secretário da Escola Sabatina

 

O secretário é a mão direita do diretor. Por meio da fidelidade e cuidadosa atenção nos assuntos pequenos, torna possível que o diretor se encarregue dos assuntos maiores.

O secretário deve cumprir com os seguintes deveres:

·         Escrever a ata da Escola Sabatina e lê-la perante a congregação;

·         Recolher as ofertas de Escola Sabatina, contá-las e entregá-las ao tesoureiro;

·         Coordenar com o secretário da Obra Missionária o número de lições para a Escola Sabatina que deve incluir em seus pedidos de literatura;

·         Manter as atas no livro correspondente e verificar semestralmente que todos os relatórios financeiros coincidam com os registros do tesoureiro.

3°)   A Escola Sabatina Infantil

 

A responsabilidade da Escola Sabatina para crianças recai sobre o diretor da Escola Sabatina da Igreja. Os professores são escolhidos durante a reunião anual. O propósito desta Escola Sabatina é educar as crianças para o serviço cristão fazendo uso de suas inclinações naturais e conduzindo-las por sendas corretas.

Os professores deveriam se esforçar por educá-las na música, no serviço de casa e colaboração com os vizinhos, e também como colaborar nos esforços missionários.

O objetivo mais importante deveria ser conduzir as crianças aos pés de Jesus e ensinar-lhes de uma maneira compreensível as grandes verdades de Deus.

 

7.         DEPARTAMENTO DE OBRA MISSIONÁRIA

 

O diretor do Departamento de Obra Missionária tem como privilégio e dever motivar os membros da Igreja a trabalhar, pois por meio deles é que a mensagem de salvação é levada à humanidade. Todos os membros da Igreja devem se ocupar em atividades missionárias. Corresponde ao diretor da Obra Missionária traçar planos e métodos, a fim de que cada membro da Igreja tenha alguma classe de dever a cumprir. Portanto, deveria pedir a Deus especialmente sabedoria para que lhe ensine maneiras e métodos mediante os quais ele e a igreja possam trabalhar com êxito.

      As responsabilidades dos dirigentes da obra missionária são:

·         Apresentar à Comissão um plano de trabalho concreto;

·         Instruir os membros quanto a como despertar o interesse espiritual, realizar estudos bíblicos e outras atividades missionárias;

·         Motivar os membros a realizarem visitas nos lares e aos enfermos, bem como comunicações telefônicas e por carta;

·         Certificar-se de que nossa literatura seja distribuída.

·         Fazer demonstrações práticas de como apresentar a literatura às pessoas;

·         Assegurar-se de que os relatórios sejam apresentados a tempo para poder enviá-los ao seguinte nível de supervisão.

·         Convocar regularmente as reuniões missionárias e de capacitação;

·         Designar a cada membro seu campo de trabalho;

·         Dirigir cada Sábado o tempo de experiências missionárias.

 

1°)  Secretário da Obra Missionária

 

Como todos os demais oficiais de igreja o secretário de Obra Missionária ocupa um importante cargo e trabalhando em íntima relação com o diretor dessa pode colaborar muito com o avanço do trabalho.

Deve desempenhar os seguintes deveres:

·         Apoiar as atividades missionárias da Igreja, assistir às reuniões missionárias dessa e escrever as atas.

·         Encarregar-se de todos os assuntos missionários da igreja, levar registros, assegurar-se de que se dispõe de suficientes publicações e fazer os  preparativos para as reuniões missionárias.

·         Manter arquivos onde se encontrem as cartas circulares, relatórios, formulários, planos de trabalho como também uma lista e uma ficha de endereços das almas interessadas;

·         Fazer os pedidos regulares e cancelar as faturas de: Lições da Escola Sabatina, Leituras de Semana de Oração, literatura para crianças e jovens e todas as demais literaturas novas.

·         Em momentos oportunos, deveria recolher ofertas missionárias para suprir a Igreja com folhetos;

·         Elaborar o Relatório Missionário Semestral de Igreja e submetê-lo ao Diretor da Obra Missionária. Tal relatório é apresentado ao diretor  para sua assinatura e posterior entrega ao Secretário  a fim de que lhe seja de ajuda na elaboração do Relatório Semestral da Igreja.

 

8. DEPARTAMENTO DE JOVENS

 

 Sobre o Departamento de Jovens descansa uma grande responsabilidade na obra de difusão do evangelho e ganho de almas.

Entre os objetivos do departamento de jovens  podem ser mencionados:

·        Evangelizar a juventude e  ajudá-la a encontrar  Jesus como seu Salvador pessoal (conversão completa), começando pela casa de Deus;

·        Fazer com que a juventude participe em atividades onde empregue e desenvolva seus talentos para beneficiar os outros e honrar a Deus;

·        Educar os jovens com relação aos perigos e problemas especiais deste tempo;

·        Encontrar a forma de ocupar os jovens em atividades missionárias e treiná-los para fazer sua parte na obra da evangelização.

 

1°)  Oficiais e Organização

 

Nas igrejas grandes onde há bastante juventude se deve escolher os seguintes oficiais:

·         Diretor de Jovens

·         Secretário de Jovens

·         Tesoureiro de Jovens

·         Comissão de Jovens

A Comissão da obra juvenil se compõe do Diretor de jovens, Secretário, Tesoureiro e Diretor da Igreja.

Espera-se que o Diretor de jovens seja uma pessoa madura, experiente, misericordiosa e amável, que também se caracterize por bons dons organizativos e diretivos. Não deve ser volúvel, senão de caráter firme.

            Quando o número de jovens não é muito grande, o Tesoureiro e o Secretário podem ser a mesma pessoa. Tal pessoa é a mão direita do Diretor, escreve os relatórios e administra o dinheiro que se recolhe para a obra de jovens.

O secretário de jovens mantém um registro com os nomes, endereços, datas de nascimento, estado civil e batismo, talentos, interesses de todos os jovens, tanto batizados como não batizados.

 

2°)  Atividades Planificadas

 

·         Reuniões juvenis de Sábado a tarde que incluem tanto reuniões abertas (para pessoas de todas as idades) e reuniões exclusivas (somente para jovens e seus dirigentes);

·         As reuniões exclusivas de jovens são com o propósito de preparar as atividades a realizar nas reuniões abertas, bem como para facilitar uma maior aproximação entre os jovens, ajudá-los com seus problemas especiais, animar os jovens tímidos para que se expressem abertamente e desenvolver os talentos juvenis para serem usados nas reuniões sociais;

·         As reuniões de orientação podem incluir estudos bíblicos ou dos Testemunhos sobre temas de especial interesse para os jovens, bem como reuniões musicais, de jogos bíblicos, estudos da natureza, etc.;

·         É de especial bênção, tanto para eles como para outros, o preparar jovens para que apresentem programas juvenis na Igreja, glorificando desta maneira a Deus perante a congregação mediante o canto e a palavra;

·         Realizar estudos de Escola Sabatina para os jovens;

·         Levar a cabo atividades especiais durante os sábados e os finais de semana nos quais os jovens compartam suas habilidades e desfrutem da natureza e sã  recreação cristã;

·         Realizar programas evangelísticos em coordenação com o diretor da Obra Missionária.

 

3°)  Recursos

 

O Departamento de Jovens da Igreja local é sustentado por:

·         Uma porcentagem das ofertas recolhidas nas reuniões juvenis;

·         40% Associação e 60% para o caixa local do Departamento;

·         Doações de pessoas interessadas;

·         Uma parte das entradas provenientes da venda de literatura quando os jovens cooperam na obra da colportagem;

·         Qualquer outra atividade previamente aprovada que produza fundos;

·         Contribuições especiais da Associação para projetos específicos.

 

9.  DEPARTAMENTO  DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

 

     Cristo deu tudo pela humanidade, inclusive Sua preciosa vida. Assim também Sua Igreja terá um coração para os perseguidos, para os que buscam refúgio, para as viúvas, para os órfãos e para os que sofrem fome; deste modo proclamamos o Evangelho não somente de palavra senão também em obras. Provérbios 24.11; Isaías 16.3; Jó 24.13, 15, 16.

     A igreja possui um Departamento Assistencial cujo objetivo é ajudar aos necessitados. Esse Departamento chamado O Bom Samaritano ou Dorcas, segundo as capacidades dos ajudantes a diretora deve distribuir os trabalhos de maneira que todos sejam animados a fazer o melhor para a honra de Deus e benefício de seus próximos.

     Roupas, alimentos ou outros donativos recebidos podem ser distribuídos entre os membros carentes da Igreja e outras pessoas necessitadas; principalmente em situações de catástrofes naturais ou outras circunstâncias; aliviando desta forma as suas necessidades.

 

10.       DIRETOR DE MÚSICA

 

       Sendo possível, cada igreja deveria dispor de um organista ou outra pessoa que dirija os cantos da congregação. A música e o canto fazem parte do culto e adoração a Deus. Em cada igreja se deveria incentivar e motivar os jovens a seguir cursos de cantos ou de instrumentos para conduzir este ramo da adoração.  Em relação à importância e influência da música a irmã Ellen G.  White escreveu o seguinte: “A música pode ser uma grande força para o bem; não fazemos, entretanto, o máximo com esse ramo de culto. O canto é feito em geral por impulso ou para atender a casos especiais, e outras vezes deixam-se os cantores ir errando, e a música perde o devido efeito no espírito dos presentes. A música deve ter beleza, emoção e poder. Ergam-se as vozes em hinos de louvor e devoção. Chamai em vosso auxílio, se possível, a música instrumental, e deixai ascender a Deus a gloriosa harmonia, em oferta aceitável.” I Testemunhos Seletos, 457.

 

IV - ELEIÇÕES DE IGREJA

 

            É costume que, ao final de cada ano ou ao início de um novo ano, se realizem as eleições em todas as igrejas.

            O Presidente da Associação deve notificar às igrejas de seu território a data na qual se propõe realizar a reorganização de cada uma. Tal data é comunicada pelo Secretário ou pelo próprio Presidente da Associação ao Diretor da Igreja, quem a comunica à toda a Igreja.

            Requer-se que todos os oficiais preparem antecipada-mente por escrito seus relatórios e em caso de que lhe seja solicitado devem enviar antes da reunião uma cópia para o Ancião de igreja para sua revisão.

            Chegada a data, o Diretor da Igreja dá abertura à reunião com um hino, oração e uma curta dissertação. Logo o Secretário lê o relatório da reunião anual anterior.

            O Diretor da Igreja apresenta seu relatório das atividades do último ano e depois se procede à leitura dos relatórios dos demais oficiais.

            Depois de apresentados os relatórios e aclarada qualquer pergunta, o Diretor da Igreja e seus colaboradores depõem seus cargos. A continuação solicita cortesmente ao Presidente da Associação ou ao representante que ele tenha autorizado, que tome a direção para realizar as novas eleições.

            O Presidente da Associação ou seu representante, após uma breve introdução, dirige primeiramente a eleição de uma Comissão de Nomeação.

 

1.         Comissão de Nomeação

 

É costume na Igreja que os oficiais sejam propostos por uma Comissão de Nomeação. Os membros da Comissão de Nomeação são eleitos pela Igreja mediante propostas individuais apresentadas pelos membros ou por voto secreto. O número de integrantes desta Comissão dependerá do tamanho da Igreja ou Delegação e deve ser um número ímpar de membros. Sua responsabilidade está em considerar as necessidades da Igreja e propor como oficiais aqueles membros que são considerados competentes para cada ofício em particular. A Comissão de Nomeação é dirigida pelo Presidente da Associação ou seu representante.

Podem ser membros desta Comissão somente irmãos de boa reputação que sejam fiéis e possuam são raciocínio.

O ministro que têm uma igreja local a seu cuidado, pode ser membro da Comissão de Nomeação da mesma, pois sua relação com ela não depende de tal Comissão. Se não for escolhido para ser integrante da Comissão de Nomeação, então essa Comissão deve solicitar seu conselho sem direito a voto.

A Comissão deve propor imparcialmente para os cargos a irmãos e irmãs que redundarão em bênção e progresso para a obra de Deus.

As deliberações da Comissão de Nomeação são estritamente confidenciais. Não há nada mais ofensivo à ética cristã que um membro da Comissão de Nomeação, fale fora desta quanto ao  relato de uma deliberação sobre um membro cujo nome foi proposto para um cargo. Um proceder semelhante é suficiente razão para excluir a este de qualquer futura participação em  Comissão de Nomeação. Este princípio é válido para as comissões de nomeação a todos os níveis da Organização.

            Essa Comissão é desfeita uma vez que os novos oficiais tenham sido eleitos.

 

2.         Eleição de Oficiais de Igreja

 

Depois que a Comissão de Nomeação elaborou suas propostas, reúnem-se novamente os membros de igreja para lhes comunicar as mesmas.

            As propostas são lidas à Igreja. A maioria absoluta pode aceitá-las, rejeitá-las ou modificá-las. A Igreja tem autoridade para decidir cada nomeação.

            Quando  for possível, a Comissão de Nomeação deveria propor dois candidatos para cada responsabilidade, especialmente nos cargos de maior importância, de modo que a Igreja possa escolher mais facilmente. Porém quando se apresentar somente um candidato, a Igreja ainda tem o direito de elegê-lo ou rejeitá-lo. No caso de que uma pessoa recuse aceitar um cargo, deve-se dar oportunidade à Igreja para fazer uma proposta melhor, pois deste modo se evita a manipulação das eleições.

            Depois que a Comissão de Nomeação tem decidido as pessoas a serem propostas para ocupar o cargo de Ancião ou Diretor, pode apresentar tal proposta à Igreja para que esta tome uma decisão. Quando isto ocorrer, é conveniente convidar ao irmão eleito a assessorar a Comissão de Nomeação no estudo das propostas para os outros oficiais de igreja.

            A eleição pode ser feita por levantar as mãos ou por voto secreto. É necessário contar e registrar todos os votos a favor, os votos contra e as abstenções. Em caso de um empate de votos, pode-se realizar uma segunda votação, sobre isto o Presidente toma a decisão.

            Uma vez eleitos todos os oficiais se procede à formação da Comissão da Igreja. A mesma está constituída por três, cinco, sete, ou nove membros, de acordo ao tamanho e necessidades da Igreja.

            Quando se tiver finalizado a eleição dos oficiais, formado a Comissão, escolhido os delegados para a Associação, deliberado e decidido as eventuais solicitações, então o presidente da Associação felicita por sua eleição ao Diretor da Igreja e seus colaboradores, desejando-lhes muitas bênçãos e êxito no trabalho, e entrega agora a direção da reunião ao novo Diretor da Igreja.

            O Diretor da Igreja expressará seu agradecimento pela confiança posta nele e solicitará à Igreja seu apoio em suas futuras responsabilidades, e com um hino e uma oração finalizarão a reunião.

 

V - RESPEITO PELO CARGO DE IGREJA

 

     Para garantir a paz e o trabalho harmonioso na igreja de Deus, a qual deve ser o sal e a luz da terra, os membros devem estimar o conselho: “cada um considere os outros superiores a si mesmo.” Filipenses 2.3.

     Além disto cada membro deve ser instruído com relação a que na organização da igreja cada cargo deve ser considerado com respeito e atenção; e todas as instruções dadas no desenvolvimento das atividades da Organização em conformidade com a Bíblia e os Testemunhos, devem ser levadas a cabo em humildade e obediência.

 

VI - SUPLÊNCIA DE FUNÇÕES

 

            Em caso de que um oficial não cumpra suas responsabilidades, e/ou não for um exemplo para os crentes, tal oficial deverá ser deposto de seu cargo pela Comissão. Se isto ocorrer, ou em caso de renúncia de um oficial, na reunião ordinária seguinte da Comissão (ou em extraordinária) esta pode selecionar um substituto, na presença do Presidente do próximo nível superior da Organização ou em presença de seu representante autorizado. (Este procedimento é aplicável a todos os níveis da Organização). O assim eleito oficial da Igreja será apresentado para ratificação na próxima reunião semestral administrativa da igreja.

     Ninguém deve receber um cargo demasiado cedo.  Eleições ou decisões apressadas podem ter um efeito muito prejudicial na Igreja.

 

VII - DISSOLUÇÃO DE UMA IGREJA

 

            Pode ser necessária a dissolução de uma igreja por ação oficial da Comissão da Associação no caso de que não hajam suficientes membros para levar a cabo as distintas funções da mesma. Isto ocorre, por exemplo, por morte ou por traslado de alguns membros.

            Em caso de infidelidade, apostasia ou rebelião, atua-se da seguinte maneira: depois de consultar o caso com sua Comissão, o Presidente da Associação ver-se-á obrigado a dissolver a Igreja quando apesar de todos os esforços por restaurar a paz e a harmonia, a mesma continua em rebelião contra a ordem divinamente estabelecida.

            Em tal caso, os membros de igreja serão notificados por escrito de uma reunião administrativa extraordinária. Far-se-á uma última tentativa para convencer os membros de seu curso errado de ação. Se esta tentativa falhar, a Igreja será dissolvida pelo Presidente da Associação ou por seu representante autorizado.

            Antes de que uma igreja seja desfeita, a Comissão da Associação deve dar um relatório, com suficiente antecipação à União que a supervisiona ou à Conferência Geral, em caso de que a Associação não esteja integrada a uma União, para dar oportunidade de que se consulte e se investigue o caso. Os membros que permanecerem fiéis serão chamados a voltar à sua posição diante do Senhor e serão organizados novamente.

            Em caso de rebelião ou apostasia, a próxima autoridade superior dentro da organização dissolve a que está sob ela.

 

VIII - PROPRIEDADE DA IGREJA

 

            A Igreja pertence a Deus e seus oficiais são mordomos de Deus. Qualquer posse material que seja propriedade da Igreja, pertence ao Senhor e a  Seu povo.

            Cada membro da Igreja do Senhor deveria saber claramente, que tudo o que pertence a Deus deve ser tratado com cuidado, de maneira que nada que pertença à causa de Deus se perca.

            Se por alguma razão uma igreja é desfeita, então todas as propriedades da Igreja passarão às mãos da Associação ou ao Campo Missionário ao qual pertencia.

            O mesmo princípio é válido na dissolução de uma Associação. Neste caso, todas as propriedades da Associação passam a União à qual pertencia. Em caso de ser desfeita uma União, então todas suas propriedades são transferidas à Conferência Geral.

 Capítulo III

ASSOCIAÇÃO

 

A Associação está composta de várias igrejas e membros isolados em todo o território nacional.

 

I -        DEPARTAMENTOS E OFICIAIS DA ASSOCIAÇÃO

 

            Os Oficiais da Associação são os seguintes:

·         Presidente

·         Vice-presidente

·         Secretário

·         Vice-secretário

·         Tesoureiro

·         Vice-tesoureiro

·         Conselheiros

·         Comissão da Associação

·         Departamento de Colportagem

·         Departamento de Obra Missionária

·         Departamento de Jovens

·         Diáconos

·         Departamento de Assistência social (Bom Samaritano ou Dorcas)

·         Departamento de Saúde

·         Departamento de Educação

·         Conselho Fiscal

·         Comissão Literária

·         Comissão de Finanças

 

1.         PRESIDENTE

 

          O presidente de uma Associação ou uma União deve ser um ministro ordenado, experimentado e de boa reputação, já que é o dirigente de todas as igrejas da Associação, o qual cuida do bem-estar espiritual e da edificação das igrejas. Tem direito, em todas as igrejas, de assistir seus cultos e a suas reuniões administrativas e assessorar em todas suas atividades e planos. Pode, em virtude de seu cargo, se a necessidade o requer, dirigir as sessões de qualquer igreja e em qualquer momento pode inspecionar todos os livros e relatórios desta. Evidentemente, o presidente não passará por alto os oficiais de igreja, senão que trabalhará harmoniosamente com eles.

Os principais deveres do Presidente da Associação são:

·         Administrar a Associação;

·         Convocar e dirigir todas as assembléias da Associação. Uma vez cada três anos deve convocar uma Assembléia Geral Ordinária para reorganizar seu quadro diretivo, dando a conhecer com antecedência a data e o local da mesma;

·         Representar a Associação ativa e passivamente, judicial ou extrajudicialmente, podendo inclusive constituir procuradores conferindo-lhes poderes da cláusula ad judicia e extra.

·         Assinar escrituras de venda e compra, de hipoteca e outras, sempre mediante autorização prévia e expressa da Assembléia Geral Extraordinária;

·         Assinar contratos de locação, mútuo, comodato e outros, juntamente com o tesoureiro;

·         Abrir, movimentar e liquidar contas em banco em nome da Associação, sempre junto com o tesoureiro;

·         Assinar as atas das assembléias da Associação e das reuniões da Comissão administrativa depois de aprovadas;

·        Supervisar o trabalho dos pastores, obreiros bíblicos, colportores e demais colaboradores da Associação;

·        Pastorear os membros isolados da Associação;

·        Planificar, organizar, supervisar e difundir o evangelho por palavra e mediante a página impressa, no território da mesma;

·        Convocar a Comissão Administrativa segundo as necessidades, pelo menos uma vez cada semestre (meio ano), para dar conselho concernente aos assuntos da obra dentro da Associação, a fim de expor novos planos,  recapitular e revisar os objetivos e os métodos de trabalho;

·        Notificar às igrejas de seu território a data na qual se propõe realizar a reorganização e comunicá-las aos Diretores das Igrejas a fim de que esses a repassem à Igreja; ou deve solicitar ao Secretário da Associação que faça esta notificação.

 

2.         SECRETÁRIO

 

            O secretário da Associação tem as seguintes obrigações e funções:

·         Redigir, lavrar em livros próprios, apresentar e assinar atas das assembléias da Associação e das reuniões da Comissão Administrativa;

·         Informar aos oficiais da Associação e aos demais membros participantes da Comissão sobre as reuniões desta a fim de que possam apresentar por escrito os pontos que acharem convenientes ser incluídos na agenda;

·         Preparar e distribuir a agenda com suficiente tempo de antecipação das reuniões de maneira que os integrantes da Comissão possam estudar, considerar com atenção e orar a respeito dos assuntos a tratar;

·         Manter em ordem a documentação administrativa;

·         Assinar as atas das assembléias depois de aprovadas;

·         Informar os isolados sobre o desenvolvimento e a eleição dos oficiais, e com certa regularidade  lhes informar quanto ao desenvolvimento do trabalho da Associação;

·         Preencher e enviar o relatório de Eleição de Oficiais da Associação ao Secretário da União ou da Conferência Geral, se a Associação não forma parte de uma União;

·         Receber, ordenar e arquivar os relatórios semestrais e anuais das diferentes igrejas;

·         Assim que finalizar o semestre, durante o mês de janeiro e o mês de julho, enviar o Relatório Semestral da Secretaria (Associação ou Campo Missionário) bem como o Informe Financeiro do Tesoureiro, ao Secretário de União (ou ao Secretário da Conferência Geral, se a Associação não forma parte de uma União);

 

3.         TESOUREIRO

 

            O tesoureiro da Associação cumpre uma função delicada e de muita confiança. Suas principais obrigações são:

·        Administrar os recursos e fazer a contabilidade da Associação;

·        Efetuar os pagamentos por ela determinados;

·        Apresentar balancetes periódicos e balanços anuais nas assembléias;

·        Abrir, movimentar e liquidar contas em banco em nome da Associação, sempre junto com o Presidente;

·        Assinar as atas das assembléias depois de aprovadas;

·        Supervisar as tesourarias das igrejas e outras instituições pertencentes à Associação;

·        Informar e instruir os tesoureiros das igrejas;

·        Remeter recibos e comprovantes de todas as remessas procedentes das igrejas;

·        Incentivar a fidelidade dos membros nos dízimos e ofertas através de campanhas conscientizadoras ou correspon-dência;

·        Manter sob custódia todos os documentos de propriedade e títulos da Associação.

 

4.  CONSELHEIROS

    

     Os conselheiros cumprem uma função técnica e de assessoramento na administração da Comissão da Associação. Devem ser escolhidas pessoas para este cargo que possuam experiência, capacidade e visão administrativa, para dar seu conselho referente a todas as decisões tomadas por este Órgão.

     Os conselheiros podem ser também diretores dos Departamentos da Associação; porém devem ser eleitos pelos delegados representantes das igrejas na Assembléia Geral.

 

5.  COMISSÃO DA ASSOCIAÇÃO

 

     O nível imediato inferior da Organização, após a sessão de delegados é a Comissão da Associação. Esta Comissão constitui um corpo executivo e administrativo que leva a cabo as decisões dos delegados e administra as atividades correntes da Obra no território da Associação. Sua abrangente responsabilidade é conduzir todos os ramos da Organização.

     Sua tarefa é promover a difusão do evangelho em todo o território mediante coordenação com cada ramo da Organização, apoio financeiro e atividades específicas.

     Suas atividades específicas são:

·       Promover a difusão do evangelho em todo o território da Associação;

·       Velar pela pureza da doutrina para que os ensinos da Igreja e seus escritos estejam em harmonia com a Lei e o Testemunho em todas as igrejas;

·       Dirigir e supervisar o trabalho de todos os departa-mentos da Obra;

·        Desenvolver e implementar seu plano de trabalho;

·       Revisar e coordenar o trabalho de todas as igrejas;

·       Implementar a difusão da mensagem em novos campos;

·       Promover a educação de estudantes nos seminários teológicos com o objetivo de preparar ministros e obreiros evangélicos para a liderança e o serviço;

·       Promover a obra de saúde;

·       Administrar cuidadosamente a propriedade e os fundos sagrados que lhe foram confiados como bens que pertencem ao Senhor para  Sua honra e a salvação das almas.

     O número de membros de uma Comissão da Associação pode ser de 5 (cinco), 7 (sete), ou 9 (nove), dependendo de suas necessidades, recursos e quantidade de membros. É um dever sagrado de cada um dos membros da Comissão, apoiar, fortalecer e aconselhar o Presidente. Os membros da Comissão que também foram escolhidos como líderes dos Departamentos, devem realizar seus deveres fielmente e com responsabilidade, cumprir as resoluções e trabalhar em harmonia com os planos feitos pela Organização, informar o Presidente de todas suas atividades e buscar seu conselho. Devem apresentar seus relatórios, inclusive sem esperar  que lhes seja solicitado.

     Os membros da Comissão que não foram eleitos para nenhum cargo ou nenhuma outra função especial atuam fundamentalmente como conselheiros nas reuniões convocadas pelo Presidente; todos os membros da Comissão têm direito a voto.

     Todos os membros da Comissão se têm comprometido, na ocasião de sua eleição, perante Deus e a igreja, a assistir a todas as reuniões que fixar o Presidente, as quais forem oportunamente convocadas, oralmente ou por escrito. Motivos graves de impedimento como por exemplo, enfermidade, circunstâncias políticas ou catástrofes, são razões válidas para não se fazer presente a uma sessão da Comissão.

          Os membros da Comissão da Associação têm direito de assistir e aconselhar nas reuniões das igrejas, e assistir e votar nas Assembléias da Associação. Os oficiais e membros da Comissão da Conferência Geral podem, em todo lugar e em todos os níveis da estrutura organizativa, não apenas aconselhar senão também em emergências, intervir e evitar perigos à obra, quando assim parecer necessário. Seu conselho e voz devem ser respeitados.

     Quando um oficial de nível superior da organização se encontrar de visita, é dever do Presidente e da Comissão convidá-lo a participar em suas deliberações.

 

6.  DEPARTAMENTO DE COLPORTAGEM

 

Os objetivos deste Departamento são:

·       A difusão da mensagem através da página impressa, e engajar colaboradores para o desenvolvimento da pregação do Evangelho, especialmente em áreas onde a mensagem ainda não tem chegado;

·       A preparação de futuros estudantes para os seminários teológicos e obreiros para o ministério da pregação;

·       Obter recursos econômicos para o financiamento de projetos missionários;

·       Fortalecer o trabalho missionário nas igrejas e o ganho de almas.

    

     1°) Funções do Diretor do Departamento de Colporta-

           gem

 

As principais funções do Diretor são:

·       Dirigir e controlar o trabalho dos colportores;

·       Treinar, recrutar e capacitar novos colportores;

·       Supervisar que exista abundante literatura disponível, adaptada às condições presentes e que contenha toda nossa mensagem;

·       Preparar um plano de trabalho que se adapte às necessidades da Obra;

·       Assessorar o Departamento de Publicações da Associação, e sugerir a confecção de literatura adequada às necessidades de expansão da nossa mensagem.

 

 

 

7.         DEPARTAMENTO DE OBRA MISSIONÁRIA

 

O Departamento de Obra Missionária tem como objetivo principal sustentar a atividade missionária de todas as igrejas da Associação. Um de seus principais objetivos é a planificação e criação de projetos missionários para serem desenvolvidos nas igrejas.

Este Departamento é conduzido por um Diretor, podendo ser também eleito um Secretário e um Tesoureiro que o auxiliarão na execução dos projetos missionários.

 

      1°)  Deveres dos dirigentes do Departamento de Obra

            Missionária

     

·         Elaborar um projeto de trabalho anual e trienal para ser apresentado à Comissão da Associação;

·         Instruir os departamentais de obra missionária das igrejas a organizarem suas atividades, para uma melhor produção;

·         Preparar os relatórios da atividade missionária das diversas igrejas para enviá-los semestralmente ao Secretário da Associação;

·         Manter permanente comunicação com os departamentos Missionários das igrejas;

·         Enviar circulares às igrejas comunicando as diversas atividades e andamento do trabalho;

·         Manter arquivo atualizado de todos os projetos, cartas circulares, relatórios, formulários, planos de trabalho e toda a comunicação pertinente à atividade do Departamento;

 

8.         DEPARTAMENTO DE JOVENS

 

     O objetivo desse Departamento é confirmar os jovens na verdade presente mediante o estudo da Bíblia, ajudando-os a desenvolver suas capacidades para o serviço ao próximo e a obter uma experiência mais profunda com o Senhor Jesus Cristo.

     Esse Departamento pode ser liderado por um diretor, um secretário e um tesoureiro.

     O Departamento de Jovens é responsável de:

·    Conduzir os jovens a obter um maior conhecimento e identidade de Jesus, dando a Deus o primeiro lugar em suas vidas, e entregando seus corações e energias a Ele;

·    Ser uma mão ajudadora dos conselheiros e dirigentes juvenis nas igrejas através de seus respectivos líderes de jovens da Associação.

·    Produzir e compilar materiais apropriados para a distribuição entre as igrejas, os quais ajudarão corretamente a juventude quanto ao físico, espiritual, mental e moral;

·    Buscar os melhores talentos e jovens preparados para o ministério e animar sua cooperação nos diferentes ramos da Obra;

·    Animar os obreiros de experiência a cooperar no treinamento da juventude, concedendo-lhes um lugar a seu lado e a oportunidade de aprender a trabalhar sob sua supervisão;

·    Publicar regularmente (se possível) uma revista juvenil que contenha materiais de inspiração e instrução para a juventude e seus dirigentes;

·    Ocupar-se em seminários para diretores de jovens e animar reuniões juvenis e atividades de toda forma positiva;

·    Coordenar estudos juvenis em toda a Associação;

·    Cooperar com outros departamentos da Associação para desenvolver um bom programa e logo trabalhar com oração e em humildade, para levar adiante o plano geral da Obra para a glória de Deus;

·    Estruturar um programa de acampamentos de jovens para recreação, atividades em grupo, estudos da Palavra de Deus,  adoração e louvor.

 

9.  DIÁCONOS

 

            O Diácono  é um servidor dos necessitados de toda Associação. Seus principais deveres são:

·         Orientar os diáconos das igrejas no cumprimento de seu ministério;

·         Elaborar programas para uma melhor assistência e cuidado dos enfermos, pobres, viúvas, órfãos, através dos diáconos locais;

·         Trabalhar harmoniosamente com o Departamento de Obra Assistencial (Bom Samaritano ou Dorcas) e os demais Departamentos da Associação.

 

10. DEPARTAMENTO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL   (BOM

 SAMARITANO OU DORCAS)

 

     A Associação possui um Departamento de Assistência Social cujo objetivo é ajudar aos necessitados e carentes tanto da comunidade da Igreja como os de fora. Esse Departamento pode ser organizado com um diretor, um secretário e um tesoureiro.

     Segundo a disponibilidade e o número de colaboradores o Diretor delega os trabalhos, engajando, se possível todas as igrejas, com o fim de atingir os objetivos propostos.

     Entre as principais atividades do Departamento estão:

·     Angariar roupas, alimentos e outros donativos com os quais possam ser atendidas as necessidades dos carentes.

·     Ajudar os departamentos assistenciais (Dorcas) das igrejas.

 

11. DEPARTAMENTO DE SAÚDE

 

     Como Igreja concedemos à saúde um papel preponderante na pregação da Mensagem, e a consideramos como sua mão direita.

     Este Departamento pode ser composto de um diretor, um secretário e um tesoureiro.

     Os objetivos principais desse Departamento são:

·       Aconselhar e orientar os membros nos métodos de recuperação e conservação da saúde;

·       Estimular o trabalho dos departamentos de saúde das igrejas;

·       Promover seminários, cursos e palestras educativas da saúde nas áreas de trophoterapia, nutrição, terapêutica natural e outras técnicas que contribuam para a conservação da saúde;

·       Promover a preparação de literatura relacionada com a saúde para que a obra da colportagem possa tê-la à sua disposição;

·       Buscar a superação educativa no setor da saúde de jovens que possam cooperar nesse Ministério.

 

 

 

12.       DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO

 

     As Sagradas Escrituras enfatizam a importância da educação, como está escrito em Provérbios 22.6, “Instrui ao menino no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.”

     As principais responsabilidades desse Departamento são:

·       Promover o desenvolvimento espiritual, cultural e formativo  na Igreja;

·       Incentivar atividades educativas na área ministerial, através de seminários teológicos;

·       Animar o desenvolvimento de escolas de ensino fundamental, médio e superior e institutos técnicos;

·       Promover a educação da Igreja em todos seus níveis: infantil, juvenil, educação da família e educação à comunidade em geral.

 

13.       CONSELHO FISCAL

 

            Para proteger a obra e incentivar a fidelidade, deve-se realizar uma supervisão periódica, desde a igreja local até a Conferência Geral. O Conselho Fiscal deve verificar a exatidão dos registros contábeis e elaborar um relatório do labor realizado, deficiências encontradas e suas recomendações, e entregá-lo à Comissão depois de cada auditoria. Deve-se realizar semestralmente uma auditoria, bem como pouco antes da celebração de novas eleições; os resultados desta última serão apresentados também aos delegados em sessão.

            Os componentes do Conselho Fiscal devem ser imparciais perante Deus e a Organização. Não podem servir simultaneamente como auditores e como membros da Comissão. Sua eleição deve ser feita pelos delegados na Assembléia Geral.

            Para este cargo devem ser escolhidos  irmãos ou irmãs que tenham estudos na área comercial e estejam capacitados(as) para revisar a contabilidade e preparar um relatório adequado.

 

14.       COMISSÃO LITERÁRIA

 

            A Comissão Literária deve se preocupar para que a Associação e as igrejas tenham livros, folhetos e revistas que apresentem bem a verdade. Os “mensageiros mudos” devem ser  estruturados com gosto e de tal modo que as pessoas os comprem e estudem alegremente.

            Também para a Comissão Literária deveriam ser escolhidos irmãos que por sua formação, conhecimentos e boa disposição espiritual possam produzir literatura que seja uma grande bênção para a humanidade.

 

15.       COMISSÃO DE FINANÇAS

 

     A Comissão de Finanças tem também uma importante tarefa na Associação. O diretor e seus colaboradores não apenas possuem a sagrada responsabilidade de ajudar administrar fiel e conscienciosamente a propriedade de Deus, senão que como mordomos do Senhor investem o talento de tal modo que se multiplique. Este dinheiro sagrado deveria ser colocado onde se possa ganhar mais almas para Cristo.

     A Comissão de Finanças deveria estar composta, além do Tesoureiro por pessoas que possuam bons conhecimentos neste campo e que tem dado prova de que podem economizar, planificar e que com pouco podem alcançar muito. Supervisa todos os assuntos comerciais das instituições e assessora a Associação a planificar e desenvolver atividades comerciais.

     As deliberações e decisões de assuntos financeiros geralmente deveriam ocorrer na presença e com o conselho do Presidente da Associação. Para evitar erros ao tomar decisões sobre assuntos importantes e/ou difíceis, deve-se pedir conselho não somente ao Presidente senão a toda a Comissão da Associação.

     O Tesoureiro, indistintamente em que nível da obra se encontra, não está autorizado a usar o dinheiro de acordo com seu próprio critério ou como um meio de pressão, senão que deveria respeitar estritamente as normas da Organização, estando convicto de ser um administrador da propriedade de Deus.

            Tem o dever de apresentar semestralmente ao Presidente um relatório de todos os assuntos financeiros.

 

16.       IGREJA DA ASSOCIAÇÃO

 

            Os membros isolados constituem a Igreja da Associação. Os oficiais da Associação são ao mesmo tempo os oficiais da Igreja da Associação, e em todos os assuntos concernentes à aceitação e exclusão desses membros isolados, é responsável a Comissão da Associação.

            Até onde a situação financeira permitir, o Presidente da Associação teria que escolher um ponto central no qual se convidarão estes irmãos isolados para dar-lhes a oportunidade de apresentar suas solicitações e propostas e deliberá-las junto com os oficiais da Associação.

            Se por motivos geográficos e/ou financeiros não é possível celebrar anualmente uma reunião como a anteriormente indicada, teria que se lhes dar a oportunidade de apresentar solicitações e propostas por escrito. O Secretário da Associação não apenas deve lhes informar sobre o desenvolvimento e a eleição dos oficiais, senão que de vez em quando lhes deve informar quanto ao progresso da Associação. Neste caso a Comissão da Associação escolhe os delegados da Igreja da Associação.

 

17.       DELEGADOS

 

Os delegados ao Congresso de Associação são eleitos durante as reuniões anuais nas igrejas, 1(hum) delegado por cada 10 (dez) membros ou fração.

Os delegados escolhem os oficiais da Associação que prestarão seus serviços durante os três anos seguintes. Também levam a responsabilidade de informar às igrejas que representam, tanto os resultados das eleições,  como qualquer outra decisão tomada pelos delegados.

Os oficiais anteriores antes de deporem seus cargos, deverão apresentar perante os delegados os relatórios dos trabalhos efetuados durante o triênio os quais deverão ser aprovados pelos mesmos, inclusive os relatórios financeiros.

 

18.       ELEIÇÃO DE OFICIAIS PARA A ASSOCIAÇÃO

 

Os oficiais da Associação são propostos por uma comissão de nomeação. Os membros desta Comissão são eleitos pelos delegados presentes à Assembléia Geral Ordinária, convocada para este fim, mediante propostas individuais apresentadas pelos próprios delegados através de voto secreto. O número de integrantes desta Comissão dependerá da quantidade de delegados devendo ser um número ímpar de membros. Sua responsabilidade está em considerar as necessidades da Associação e propor como oficiais aqueles membros que são considerados competentes para cada cargo em particular. A Comissão de Nomeação é dirigida pelo representante do nível imediato superior.

A Comissão deve propor imparcialmente para os cargos a irmãos e irmãs que redundarão em bênção e progresso para a obra de Deus.

Depois que a Comissão de Nomeação elaborou suas propostas, reúne novamente os delegados para as comunicar. Estas são lidas à delegação, a maioria absoluta pode aceitá-las, rejeitá-las ou modificá-las. A delegação tem autoridade para decidir cada nomeação.

            Quando  for possível, a Comissão de Nomeação deveria propor dois candidatos para cada responsabilidade, especialmente nos cargos de maior importância, de modo que os delegados possam escolher mais facilmente. Porém quando se apresentar somente um candidato, os delegados têm o direito de elegê-lo ou rejeitá-lo. No caso de que uma pessoa recuse aceitar um cargo, deve-se dar oportunidade aos delegados para fazer uma proposta melhor, pois deste modo se evita a manipulação das eleições.

            Depois que a Comissão de Nomeação tem decidido as pessoas a serem propostas para ocupar o cargo de Presidente, pode apresentar tal proposta à delegação para que esta tome uma decisão. Quando isto ocorrer, é conveniente convidar o Presidente eleito a assessorar a Comissão de Nomeação no estudo das propostas para os outros oficiais.

            A eleição pode ser feita por levantar as mãos ou por voto secreto. É necessário contar e registrar todos os votos a favor, os votos contra e as abstenções. Em caso de um empate de votos, pode-se realizar uma segunda votação, sobre isto o Presidente toma a decisão.

            Uma vez eleitos todos os oficiais se procede à formação da Comissão da Associação. A mesma está constituída por três, cinco, sete, ou nove membros, de acordo com as  necessidades da Associação.

            Quando se tiver finalizado a eleição dos oficiais, formado a Comissão, escolhido os delegados para a Conferência Geral, deliberado e decidido as eventuais solicitações, então o Representante da Conferência Geral felicita por sua eleição ao Presidente e seus colaboradores, desejando-lhes muitas bênçãos e êxito no trabalho, e entrega agora a direção da reunião ao novo Presidente.

            O Presidente expressará seu agradecimento pela confiança posta nele e solicitará a seus colaboradores seu apoio em suas futuras responsabilidades, e com um hino e uma oração finalizarão a reunião.

As deliberações da Comissão de Nomeação são estritamente confidenciais. Não há nada mais ofensivo à ética cristã que um membro da Comissão de Nomeação fale fora desta quanto ao  relato de uma deliberação sobre um membro cujo nome foi proposto para um cargo. Um proceder semelhante é suficiente razão para excluir a este de qualquer futura participação na Comissão de Nomeação. Esse princípio é válido para as comissões de nomeação em todos os níveis da Organização.

            Essa Comissão é desfeita uma vez que os novos oficiais tenham sido eleitos.

 

19. REGULAMENTO DOS OFICIAIS DA ASSOCIAÇÃO

 

Os ministros, obreiros bíblicos, auxiliares, colportores, funcionários, os demais colaboradores e as igrejas se encontram, em suas atividades, subordinados ao Presidente da Associação e sua Comissão. As instruções e o programa de trabalho designado devem ser considerados e cumpridos conscienciosamente.

Os pastores, obreiros bíblicos e auxiliares chamados pela Comissão da Associação a desempenhar o trabalho em tempo integral ou parcial receberão uma remuneração eclesiástica chamada prebenda, destinada à sua manutenção. Esse valor será decidido pela Comissão Diretiva.

     Os obreiros podem ser enviados a servir em certas igrejas, porém se a Comissão decide que se faça uma mudança, tem a liberdade de efetuá-la.

     Um obreiro tem o direito de solicitar ao Presidente e à sua Comissão uma transferência. Não obstante, ao se negar a cooperar com a Comissão ou não obrar em harmonia com ela, sua atitude pode ser considerada como desobediência, e pode ser tratado como tal. Nunca deveria se queixar diante da igreja local por causa de uma decisão da Comissão. Qualquer igreja que apóia um obreiro em semelhantes circunstâncias pode cair sob a disciplina da Associação.

     É  no interesse dos obreiros e das igrejas que se realizam mudanças. A mudança dos obreiros e ministros não deve ocorrer rapidamente nem tampouco deveriam ser deixados por muito tempo em um lugar. Como regra geral se recomenda que se realize entre três e cinco anos.

     Mediante mudanças dentro da própria Associação ou de um país a outro, os ministros têm oportunidade de viver muitas experiências, de aprender idiomas e de se converter em eficazes ganhadores de almas. Se trabalharem demasiado tempo em um lugar se convertem em subjetivos, unilaterais e com o tempo sem êxito em seu trabalho.

     A negligência em prestar atenção à Bíblia ou aos Testemunhos, ou o não cumprimento com as decisões da Igreja sem que existam razões válidas para isto, coloca o obreiro do evangelho em perigo de perder seu lugar como colaborador. Se demonstrar que não são sérios seus votos perante Deus e perante a Igreja e não está disposto a ir onde Jesus o envia, perde o privilégio de trabalhar na vinha do Senhor.

     Um obreiro que, por qualquer razão, renuncia antes do tempo e abandona seu campo de labor, não pode reclamar os gastos de viagem.

     Todo obreiro do Evangelho tem direito de 4 semanas de férias por ano. Em casos especiais, tais como enfermidade, ou convalescência, podem-se fazer concessões extraordinárias. Durante tal tempo, sua prebenda continua sendo paga.

     À fim de que a causa de Deus não sofra prejuízos e também para evitar o atraso de importantes atividades missionárias, a Associação deveria programar um plano de férias para seus obreiros.

     Os servos do Evangelho que têm envelhecido na causa e que por razões de saúde não podem mais trabalhar, tão ativamente como antes, são aposentados. Estes obreiros deveriam ser tratados com o devido respeito e atenção. Em muitos casos têm ajudado a levantar a causa do Senhor. Sua presença é uma bênção e uma ajuda para a igreja. Se ainda estão em capacidade de servir com a palavra, deveriam ser convidados cordialmente a fazê-lo.

 

20. ORDENAÇÃO PARA O MINISTÉRIO

 

     Antes que um irmão possa ser ordenado no sagrado cargo de ministro, deve haver dado provas inequívocas, de acordo a I Timóteo 3:2-7 e Tito 1:7-9, de que:

     1.  Seu nome é sem reprovação tanto dentro como fora da Igreja;

     2.  Deus lhe tem chamado para este ofício ao ter trazido almas como fruto de seu trabalho.

     3.  Possui capacidade de liderança;

     4.  É humilde de coração;

     5.  É fiel e moderado;

     6.  Sua esposa é um fiel membro de igreja; e

     7.  Sabe dirigir seu lar com sabedoria.

     Após exame cabal do candidato, a Comissão da Associação elabora uma recomendação de que tal pessoa em particular seja consagrada para o ministério e a envia à sua União ou à Conferência Geral, se tal Associação não pertence a uma União. Somente quando a Comissão supervisora (União ou Conferência Geral) der sua aprovação, pode-se levar a cabo a consagração.

     O exame do candidato só  pode ser feito por ministros consagrados. Representantes da União e da Conferência Geral, deveriam ser convidados para a cerimônia.

     Para destacar perante a Igreja o grande significado do ministério, a cerimônia correspondente deve ser realizada em forma muito solene. Durante um Congresso seria a ocasião adequada para realizar uma consagração. No momento fixado, o diretor do congresso chama aos dirigentes e a todos os ministros consagrados para que tomem seu lugar na plataforma.

     Depois do hino de abertura e da oração, o trabalho deveria ser adornado por cantos de corais ou música especial. O oficial da mais alta responsabilidade que estiver presente tomará a palavra e logo um coro apresentará um hino apropriado para a ocasião.

     Sendo possível, a esposa e os filhos devem se encontrar em frente da plataforma, na primeira fila, de modo que aquele que dirige as perguntas possa também lhes fazer algumas.

     Após o exame, o candidato se coloca com seu rosto direcionado ao povo e, se for possível, dois irmãos dirigentes se colocam ao lado dele. Enquanto a congregação se coloca em pé, eles se ajoelham com o candidato e colocando as mãos sobre a cabeça dele elevam uma oração de ordenação. Se há vários ministros presentes, então se forma um semicírculo ao redor do candidato e os demais somente estendem a mão direita para a ordenação, enquanto que os dois que dirigem a ordenação estendem ambas as mãos. Após a oração pronunciada se levantam os ministros e o ministro recém consagrado. O Presidente da Associação ou uma pessoa eleita previamente, dá-lhe as boas-vindas ao círculo do ministério e ao ter feito isto, todos os ministros da comunidade que se encontram presentes lhe desejam as bênçãos do Senhor.

É apropriado que se apresente em continuação um canto de louvor ou música instrumental, dependendo do que se tenha disponível, e logo se dá ao novo ministro a oportunidade de expressar seu agradecimento ao Senhor e à Igreja pela confiança nele depositada. Finaliza-se esta cerimônia com um hino e uma oração.

     Espera-se de um ministro que seja responsável, fiel, obediente e realize todas as tarefas para a honra de Deus e bênção da Igreja, em harmonia com a Bíblia e os Testemunhos.

     A infidelidade ou o descuido podem causar um grande prejuízo a toda a Igreja. Portanto, cada um que prega a palavra deve ser muito cuidadoso para não cair como vítima do grande enganador da humanidade.

     Um obreiro do Evangelho não tem direito de pregar pontos controvertidos de doutrina, suas próprias opiniões ou teorias humanas. Se não seguir as direções e normas da Igreja, tal como se encontram especificadas nas Santas Escrituras e nos Testemunhos, perde o direito ao Ministério e pode ser retirada sua credencial; em tais casos é o dever honroso do  respectivo ministro  proceder à sua entrega.

     O ministro consagrado se encontra na posição de um apóstolo; por seu cargo não se encontra vinculado a uma igreja, porém sim sob a supervisão da Associação, cujas linhas de instrução deve observar exatamente e ajudar em sua realização. Sua principal tarefa é a difusão do Evangelho, o ganho de novas almas e o cuidado espiritual da grei de Jesus Cristo.

     Além disto, o Espírito de Profecia diz: “Os pastores evangélicos devem conservar o seu cargo livre de todas as interferências seculares ou políticas, empregando todo o seu tempo e talentos em ramos de esforço cristão.” 3 Testemunhos Seletos, 53.

     Cada ministro e obreiro bíblico tem o dever perante Deus e sua igreja de ensinar segundo a Bíblia e os Testemunhos. A luz que o Senhor nos tem dado por Sua Palavra e através dos Testemunhos, deve ser comunicada sem falsificação.

 

21. SUSPENSÃO DE UM MINISTRO

 

     Em caso de que cometa uma grande ofensa contra a ordem existente na Igreja, o ministro deve ser deposto de seu cargo. Sua suspensão do cargo não o exclui automaticamente torna-o um simples membro de igreja.

 

 

22. ORADORES NÃO AUTORIZADOS

 

     Os diretores de igreja não têm direito de permitir que pessoas não autorizadas tomem a palavra. Homens que foram suspensos de seu cargo como ministros, ou que vêm de outros movimentos desejam com freqüência falar perante a Igreja. Esta deve ser cuidadosamente protegida neste sentido. Um pastor não deve abrir a porta para que o lobo entre onde está o rebanho.

     Inclusive homens que afirmam ser de nossas fileiras, porém que não são conhecidos, não lhes deve ser dada a palavra perante a Igreja, a não ser que tenham uma recomendação da Direção que confirme que são o que dizem ser.

     Sob nenhuma circunstância nossa Igreja reconhece o direito a um ancião de igreja, ainda que tenha sido consagrado para seu cargo, ou a um obreiro bíblico, realizar uma cerimônia matrimonial. Somente os ministros consagrados que possuem as correspondentes credenciais  têm o direito de realizar casamentos.

 

 

 

DECLARAÇÃO

Eu ____________________________________________________

Portador(a) do RG. _____________________________, CPF ______________________________ Residente na rua _________

____________________________________________N° ________ Bairro ________________________Cidade __________________

Estado _________ Tel ______ _______________, Nascido(a) em _____ / _____ / __________  e batizado em ______/ _____/ ___________ pelo Ministro _____________________________________, declaro que hoje _____ / ________ / ______________  recebi da Associação Brasileira da Igreja  Adventista do Sétimo Dia Movimento de Reforma o Certificado de Batismo, juntamente com os Princípios de Fé e o Manual de Normas e Funções, comprometendo-me a cumprir todas as normas neles descritas.

 

 

 

___________________________      _________________________

          Membro Batizado                                  Entregue por: _______________

                                                                       ___________________________

 

 

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Eu ____________________________________________________

Portador(a) do RG. _____________________________, CPF ______________________________ Residente na rua _________

____________________________________________N° ________ Bairro ________________________Cidade __________________

Estado _________ Tel ______ _______________, Nascido(a) em _____ / _____ / __________  e batizado em ______/ _____/ ___________ pelo Ministro _____________________________________, declaro que hoje _____ / ________ / ______________  recebi da Associação Brasileira da Igreja  Adventista do Sétimo Dia Movimento de Reforma o Certificado de Batismo, juntamente com os Princípios de Fé e o Manual de Normas e Funções, comprometendo-me a cumprir todas as normas neles descritas.

 

 

 

___________________________      _________________________

          Membro Batizado                                  Entregue por: _______________

                                                                       ___________________________

 

 

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